Recentemente, tomou força uma onda de pais e profissionais da medicina alternativa que são conta as vacinas. Estas pessoas começaram a pregar mentiras sobre a vacinação, e que já resultou, em alguns países, na volta de doenças que estavam há décadas erradicadas.

Assim como todo medicamento, há riscos com as vacinas, mas tais riscos são muito baixos em comparação com os benefícios e a proteção por elas proporcionada. Vamos desvendar vários desses mitos agora.

Mitos e verdades sobre vacina: uma melhor higiene e saneamento fará as doenças desaparecem, tornando as vacinas desnecessárias

A verdade é que as doenças que podem ser evitadas com uma vacina voltarão a se propagar se pararmos com os programas de vacinação. Enquanto uma melhor higiene, lavar as mãos e ajudar a manter a água limpa protege as pessoas de doenças infecciosas, muitas infecções podem se espalhar independentemente de quão limpo estamos. Se as pessoas não são vacinadas, as doenças que se tornaram incomuns, tais como a poliomielite e o sarampo, vão rapidamente reaparecer.

As vacinas têm vários efeitos colaterais prejudiciais e de longo prazo que são ainda desconhecidas, e a vacinação pode ser fatal

As vacinas são muito seguras. A maioria das reações às vacinas são geralmente menores e temporárias, como uma dor no braço ou febre ligeira. Reações graves são extremamente raras e são cuidadosamente monitorados e investigadas pelos profissionais de saúde. É muito mais provável você sofrer por uma doença evitável através de uma vacina do que por causa de uma vacina. Por exemplo, no caso da poliomielite, a doença pode causar paralisia, o sarampo pode causar encefalite e cegueira, e algumas doenças preveníveis pela vacina pode até mesmo resultar em morte. Os benefícios da vacinação superam em muito qualquer risco envolvido.

Mitos e fatos sobre a vacinação

A vacinação é envolvida em mitos, inverdades, que podem afastar você e seus filhos de uma saúde mais protegida conta perigosas doenças. (Foto: Mercola.com)

Algumas vacinas podem causar a síndrome da morte súbita em crianças

Não há nexo de causalidade entre a administração de vacinas e a síndrome da morte súbita infantil. As mortes pela síndrome da morte súbita não são co-relacionadas com a vacinação, aconteceriam mesmo se nenhuma vacinação tenha sido dada. É importante lembrar que as doenças para as quais crianças são vacinadas contra são fatais e os bebês que não são vacinados contra elas correm um sério risco de morte ou invalidez grave.

Doenças imunopreveníveis estão quase erradicada no Brasil, por isso não há razão para ser vacinado

Embora as doenças evitáveis por vacinação se tornaram incomuns em muitos países, inclusive no Brasil, os agentes infecciosos que causam as doenças continuam a circular em algumas partes do mundo. Em um planeta altamente interconectado, esses agentes podem atravessar as fronteiras geográficas e infectar qualquer um que não esteja protegido.

Doenças imunopreveníveis na infância são inevitáveis

Doenças evitáveis pela vacinação não tem que ser assim. Doenças como o sarampo, caxumba. e rubéola são graves e podem levar a complicações graves em crianças e adultos, incluindo a pneumonia, encefalite, cegueira, diarreia, infecções de ouvido, e até a morte. Todas estas doenças e sofrimentos podem ser prevenidos com vacinas. A falta de vacinação contra essas doenças deixa as crianças desnecessariamente vulneráveis.

Dar a uma criança mais de uma vacina por vez pode aumentar o risco de efeitos colaterais prejudiciais

A evidência científica demonstra que dar várias vacinas ao mesmo tempo não tem efeito adverso sobre o sistema imunológico de uma criança. As crianças estão expostas a várias centenas de substâncias estranhas que desencadeiam uma resposta imunitária diferente todos os dias. O simples ato de comer alimentos introduz novos antígenos para o corpo, e numerosas bactérias vivem na boca e nariz. A criança é exposta a muito mais antígenos que causam problemas de garganta do que eles são nas vacinas. As principais vantagens de ter várias vacinas ao mesmo tempo é ter menos visitas a postos de vacinação, o que economiza tempo e dinheiro, e as crianças ficam mais propensas a completar as vacinas recomendadas no cartão. Além disso, quando é possível ter uma vacinação combinada, por exemplo para o sarampo, caxumba e rubéola, significa menos injeções e sofrimento para a criança.

A gripe é apenas um incômodo, e a vacina não é muito eficaz contra ela

Uma gripe é muito mais do que um incômodo. É uma doença grave que mata 300 mil a 500 mil pessoas no mundo todo a cada ano. Mulheres grávidas, crianças pequenas, pessoas idosas com problemas de saúde e qualquer pessoa com uma condição crônica, como asma ou doença cardíaca, estão em maior risco de infecção grave e morte. A vacinação de mulheres grávidas tem o benefício adicional de proteger os seus recém-nascidos. A maioria das vacinas contra a gripe oferecem imunidade para os 3 tipos de vírus mais prevalentes que circulam durante uma dada estação do ano. É a melhor maneira de reduzir suas chances de gripe severa e de espalhá-la aos outros. Evitar a gripe significa evitar custos de cuidados médicos adicionais e as perdas, financeiras e outras, dos dias perdidos de trabalho ou da escola.

É melhor ser imunizado pegando a doença do que por meio de vacinas

Vacinas interagem com o sistema imunitário para a produção de uma resposta imune semelhante a que é produzida pela infecção natural, mas que não causam a doença ou coloquem a pessoa imunizada em risco de complicações potenciais. Em contraste, o preço pago para obter a imunidade através da infecção natural pode ser pesado, incluindo, defeitos de nascença, câncer causado pelo vírus da hepatite B, ou morte por sarampo.

As vacinas contém substâncias perigosas

Existem alguns compostos orgânicos nas vacinas que podem conter algumas substâncias, como o mercúrio, mas em quantidades que não fazem mal para o nosso organismo. Tais substâncias são geralmente usadas como conservantes, e não há evidências que sugerem que a quantidade dessas substâncias em vacinas constitua um risco para a saúde.

As vacinas causam autismo

Talvez o mito mais propagado pelos defensores do movimento contra a vacinação. O mito começou com um estudo de 1998 que levantou preocupações sobre uma possível ligação entre a vacina tríplice e o autismo. Tal estudo, mais tarde, foi descoberto como seriamente falho, e o artigo foi retratado pela revista científica que o publicou. Infelizmente, sua publicação desencadeou um pânico que levou a uma queda das taxas de imunização, e surtos subsequentes destas doenças. Não há evidências de uma ligação entre a vacina tríplice e autismo.

Você tem medo de se vacinar? Por que? Já conhecia alguns desses mitos e verdades? Conhece mais algum ou tem mais alguma dúvida sobre a vacinação? Deixe seu comentário, e iremos ajudá-lo!

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