Quando você se sentir doente, com dores, ou exausto, você quer saber o por quê. Você quer saber o quanto antes, mas nem sempre é fácil encontrar o diagnóstico certo, especialmente quando seus sintomas são vagos ou comuns. E, infelizmente, muitas vezes os especialistas chegam a um diagnóstico errado.

Diagnósticos errados

Ninguém sabe o número exato de casos que são diagnosticadas erroneamente a cada ano. Uma estimativa grosseira pode ser adquirida a partir de estudos de autópsias, que mostram uma taxa de erro de diagnóstico de 10% a 15%. Um estudo recente sobre casos de negligência médica, descobriu que as cinco principais condições mais comumente diagnosticadas erroneamente em medicina familiar eram ataque cardíaco, câncer de mama, apendicite, câncer de pulmão e câncer de cólon.

Como evitar os diagnósticos errados?

Uma vez que todos nós não temos o luxo de um grande especialista para fazer todos os nossos diagnósticos, a melhor coisa que você tem a fazer é ajudar seus médicos em um diagnóstico mais correto. E isso demandará um bom tempo, dedicação, memória e sinceridade para ajudar no diagnóstico mais próximo do correto pelo seu médico.

Planeje sua consulta com especialistas

Faça uma lista de tudo que foi feito até agora. Isso significa reunir os exames que você fez, raios-X, ressonâncias magnéticas, exames de sangue, etc, além de separar as cópias dos mesmos. Ligue para qualquer um dos médicos que você visitou e peça um relatório com seu histórico médico. Isso vai ajudar a criar uma linha do tempo bem clara e um caminho mais direto ao diagnóstico correto do seu problema.

Anote todos os sintomas

Você ficaria surpreso com a freqüência em que os pacientes chegam para o médico e, talvez uma hora mais tarde, dizem “esqueci de te falar mais uma coisa” e essa “coisa” que eles esqueceram é realmente importante. Sente-se pelo menos uma vez, de preferência duas ou três vezes antes de seu atendimento médico, e escreva o que você quer conversar com o médico. Traga uma caneta e papel para o atendimento. Anote tudo que você puer no atendimento para não esquecer nada. Além disso, seja bem detalhista nos seus sintomas anotados. Qualquer coisa, mesmo um simples formigamento, pode ajudar a diagnosticar melhor sua condição de saúde. Se o seu médico usa registros médicos eletrônicos, você pode até mesmo pedir uma cópia das anotações para ajudar você.

Diagnosticando de forma mais exata seus problemas

Anote tudo e peça seu médico para anotar também. Todos os detalhes são importantes, principalmente se é um problema de longo prazo. (Foto: www.altamirarecovery.com)

Conheça sua genética

Vá até a sua árvore genealógica e olhe para o que as doenças e condições presentes em familiares. Se você não sabe, pergunte a seus parentes. Condições como o câncer, doenças do coração, até mesmo depressão e ansiedade tem um componente genético.

Traga seus medicamentos

Você quer ter certeza de que você está tomando o medicamento correto, na dose correta. Além disso, muitos efeitos colaterais de remédios podem ser mal interpretados como sintomas de um problema mais grave. Por isso, leve a bula dos remédios consigo também.

Descreva os seus sintomas, mas não o diagnóstico

É importante que os pacientes sejam capazes de ilustrar a experiência que estão vivendo. Se você tem dor de ouvido e informa ao seu médico “eu tenho uma infecção no ouvido”, você está excluindo outras causas de dor de ouvido, como problemas nos dentes ou outros problemas adjacentes, e seu médico pode fazer isso também. Melhor manter um caminho mais amplo e deixar que o médico analise todas as possibilidades. Informações precisas, mas incompletas são melhores que as definitivas, mas potencialmente erradas. Ser genérico é a chave para um diagnóstico bem sucedido.

Seja específico sobre os seus sintomas

Tente ser o mais preciso possível sobre o que você está sentindo. Se você tem uma dor, é uma pontada, dor aguda ou uma dor contínua? Será que vem e vai depois de você comer? Quanto tempo dura? Alguns segundos? Poucos minutos? Há quanto tempo você tem a dor? Uma semana? Um mês? Um ano? Alguma coisa ajuda diminuir a dor? Além disso, transforme os dados subjetivos em objetivos. Se você se sentir febril, por exemplo, tire sua temperatura durante uma semana todas as noites e anote as informações .Dessa forma, quando você vê o seu médico, você pode dizer: “eu tive seis dores de cabeça em um mês, elas não foram aliviadas por Tylenol, duravam uma média de quatro horas, e eu tive náuseas com a dor.” Em seguida, dê ao seu médico a oportunidade para fazer perguntas.

Pergunte ao seu médico o que esperar

Se o seu médico faz um diagnóstico, pergunte o que você deve esperar e todas as bandeiras vermelhas que você deve estar procurando. Em outras palavras, se você tem uma infecção respiratória viral você deve melhorar em sete dias. Se, de repente, você desenvolver uma febre alta ou sentir dor no pescoço, que é uma dica de que algo não está indo bem.

Pergunte, Pergunte, Pergunte

Não tenha medo de perguntar ao médico o que ele precisa para fazer o diagnóstico. Quais são os dados que você precisa para chegar ao fundo disto? Qual é o seu diagnóstico diferencial? Existem outros especialistas, procedimentos ou testes que podem te ajudar a fazer o diagnóstico? Quando é que você quer que eu faça o próximo atendimento e que informação posso trazer para ajudar a fazer o diagnóstico? Existe um especialista que eu deveria ver? Depois de ter um diagnóstico, não tenha medo de fazer perguntas ao seu médico. Tem certeza que isso é o que eu tenho? O que faz você pensar isso?

Segunda opinião médica

E não tenha medo de pedir uma segunda opinião. Um médico não é perfeito e ir para outro médico ter outra opinião não faz mal. Natureza, ciência e biologia são imprevisíveis. Bons médicos não se sentem ameaçados por uma segunda opinião. Na verdade, eles são fortalecidos por ela.

Como você ajuda seu médico em um bom diagnóstico? Já tece problemas com diagnósticos errados?

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